5 de maio de 2007

O abismo...
Chego em passos apressados...
Perdi o azul celeste,
Deixei de ter o meu mar.
E, por momentos, o abismo...
Pintei o horizonte em tons de cinzento,
Deixei de ter janela...
A neblina, o silêncio que me enche,
A noite que não desperta para a madrugada,
A ausência de mim...
E, por momentos, o abismo...
A ideia vaga, a escuridão, a invasão
E é o abismo... imenso, imponente, persuasivo.
Um arrepio... sinto a urgência de cores e regresso à luz.
Revejo a minha estrela,
A noite que se apaixona pela aurora,
O éden, as suas telas pintadas de mil cores.
Sinto a fragrância, o cheiro, o doce aroma da tranquilidade
que, freneticamente, se apodera novamente de mim
Para me devolver ao meu mar
Onde me sinto, onde me acho, onde adormeço
desejando que em cada luar eu veja, ao longe, o abismo...

16 de abril de 2007

TRILHOS

Recomeçou a nossa época de trilhos. Começamos este ano pelo trilho de S. Bento. E começamos bem porque nos perdemos logo no primeiro. Mas digo começamos bem porque no momento em que andamos fora do trilho "verdadeiro" encontramos as maiores riquezas paisagísticas. Deixo-vos com algumas fotos do trilho para que vos dê vontade de participar também e apareçam cá pelo nosso magnífico Gerês.

A - Ínicio do trilho em direcção à ponte romana da Seara.

B C D
B - Praia Fluvial da Seara. Um local paradisíaco junto a uma pequena aldeia do concelho (Terras de Bouro)




C e D - riachos com pouco fluxo de água e de uma beleza extrema. Estamos no meio da serra do gerês onde a limpidez das águas nos faz esquecer as marcas da civilização.
Se antes havíamos esquecido as marcas de civilização, aqui, perante esta ausência de verde em muitas das zonas da nossa serra, tomamos consciência da presença humana que, através de mãos criminosas, lá vai deixando, a cada verão, a marca da crueldade, em pleno coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês.



A imponência da altitude!

E nenhum trilho poderia terminar sem o almoço tradicional no "Cantinho do antigamente", onde nos deleitamos perante os sabores regionais (o persigo à Terras de Bouro e o arroz de feijão com posta barrosã, acompanho claro pela broa de milho em fornos a lenha - uma delícia!!!)


Este é o "Cantinho do Antigamente" empresa que pertence à Fundação Calcedónia, onde um projecto de reinserção proporciona a produção e a confecção dos melhores produtos biológicos da região. Não deixem de vir ao Gerês e não deixem de passar pelo "cantinho" ( vale cada caloria! e depois de um trilho de 5 horitas nem chega a ser problema.lol)
E, se no final, ainda estamos com estas carinhas animadas, a tomar um café no Equi'Desafios, é porque é mesmo fantástico!!!
E então, alinham???

26 de março de 2007

Santiago de Compostela






A capital da Galiza é mundialmente famosa pela sua fachada barroca. Mas, de certeza movida pelos livros que li (principalmente de Paulo Coelho), pessoalmente, a ideia de Santiago prende-me pelo misticismo de que está carregado o tão famoso "Caminho de Santiago". Finalmente, neste último final de semana, fui cumprir o meu objectivo (há muito determinado) de visitar a catedral. Impressiona pela sua imponência, pelas características de um estilo que prende a admiração de quem a olha, pelo espaço envolvente, os passeios em pedra, a ausência de trânsito nas pequenas ruas e nas praças amplas. Um espaço que convida, sem dúvida, à oração, à introspecção, ao silêncio...



Deixo-vos algumas das fotos que lá tiramos.



23 de março de 2007

Music and lyrics



Não sou crítica de cinema, nem tão entendida que possa fazer um comentário relevante sobre o filme. No entanto, tenho a minha opinião. O filme não é um grande filme (longe disso, aliás), peca por falta de enredo e um pouco de drama que pudesse dar mais intensidade a uma relação. Já que é uma comédia romântica, também seria desejável reforçar o romance, dar-lhe mais qualque coisa. Mas há muito tempo que eu não me divertia tanto numa sala de cinema. É divertidíssimo!!! Vale como um momento anti-stress. Voltaria a vê-lo.

21 de março de 2007

Um dia cheio de qualidades

21 de Março
Início da Pimavera

Dia Mundial da Floresta! (Dia Mundial da Árvore!)
Dia do Sono!

Dia Internacional contra a Discriminação Racial!

Dia Mundial da poesia!

Dia Universal do Teatro!


Este dia tem tudo para ser o mensageiro de dias tão bons!! A primavera começa da melhor forma, da forma mais poética. Por isso, e cada vez mais, adoro esta estação, as suas cores, os aromas que emanam dos jardins, a alegria estampada nos rostos, o brilho das ruas, as árvores que se vestem do seu melhor verde e as flores que revelam o melhor dos seus momentos e nos enchem o olhar de cores tão diversas e fantásticas, as aves que sobrevoam anunciando a liberdade que a estação lhes permite. E os riachos com todo o seu esplendor exibem a água cristalina que ganha brilho e onde o sol adora repousar os seus raios...
(Por hoje, vamos sonhar que a natureza está assim tão bem tratada e, sempre, a partir de hoje, fazer o que poucas vezes ou nenhumas fazemos, para manter este quadro assim tão perfeito.)
Vivam com alegria os dias de primavera e amem a Natureza!!!


14 de março de 2007

Arte II



Deixo-vos com mais dois quadros, desta vez a pedido de uma amiga muito querida. (Lu, estes são para ti! bj)


"A Ronda da noite" (1642) de Rembrandt



Esta pintura foi realizada para a companhia dos arcabuzeiros, destinada à grande sala do quartel da Guarda Civil. O protagonista da cena - em primeiro plano, vestido de preto - é Frans Banning Cocq (1605-1655), personagem muito conhecida em Amesterdão, a quem foi concedida a honra de comandar uma campanha da Guarda Civil, retratada no quadro.
Vêem-se retratadas 28 personagens, para além das três crianças e de um cão. Reconhece-se a identidade de 18 personagens, enquanto, por outro lado, as figuras refulgentes das meninas em dourado são bastante enigmáticas.
Os contrastes muito fortes de luzes e sombras conferem ao conjunto um carácter extremamente dinâmico, realçado pelo movimento inerente à composição, na qual existe uma série de eixos diagonais.
Fonte: Museu de Rijks, colecção Museus do Mundo
"Rapariga à janela" (1925) de Salvador Dali
Não sendo Dali um dos meus pintores favoritos, aprecio a beleza deste quadro, que se afasta da excentricidade própria do artista. Este quadro é da sua fase inicial.






6 de março de 2007

Arte



As Meninas (1656)de Velasquez

«O Pintor, ligeiramente afastado do quadro, contempla o modelo; talvez se trate de dar um último toque, mas também é possível que ainda não tenha aplicado a primeira pincelada. O braço com que segura o pincel está voltado para a esquerda, na direcção da paleta, e detém-se, um instante entre a tela e as cores.....» Michel Foucault, As Palavras e as Coisas, Portugália Editora, Lisboa, 1966, p. 17.





Venus olhando-se ao espelho (1649-51) também conhecido como The Rokeby Venus de Velasquez. É o único nu feminino que se conhece do famoso pintor espanhol.








A criação de Adão (1508-1512) de Michelangelo

“A Criação de Adão”, painel estupendo com 5,70 m de largura e 2,80 de altura em que é mostrada a criação do primeiro homem, por Deus, através do toque entre os dedos do Criador e de Adão, emociona pela leveza e pela força. O quadro mostra Deus deslizando pelo ar, rodeado por um séqüito de anjos estendendo a mão em direção à figura de Adão, que ainda parece carecer de um sopro de energia. Os pigmentos usados são de uma beleza incomum. Michelangelo demorou três semanas para terminar esse afresco. Quando Júlio II o viu, apontou para a figura que representava Deus e perguntou a Michelangelo: “É assim que você O vê?” A pergunta deixa a impressão que o papa pensava: “Se ele O vê assim, Ele deve ser assim”. “A criação de Adão” é talvez, a figura mais reproduzida de todos os tempos. É difícil encontrar alguém que ainda não tenha visto o célebre desenho dos dois dedos prestes a se tocar. Um esboço da figura de Adão, num pedaço de papel de 19 x 26 cm foi preservado. (excerto retirado de Portal Itália)

21 de fevereiro de 2007

Fragilidade


... e como me sinto inevitavelmente desamparada perante a fragilidade da vida humana...

6 de fevereiro de 2007

Gratidão



Em cada madrugada...
Grata pela luz de mais um dia,
pelas cores que adornam os caminhos por onde vou,
pelos aromas que me invadem
e me enchem a alma de recordações,
pela aragem que me desperta os sentidos,
pela presença, pela plenitude, pela vontade
de caminhar por novas veredas,
por todos os lugares que encontro
e onde me sinto eu...

Grata pelas quedas que me ensinam,
pelas mãos que me apoiam,
por aquelas que necessitam de mim,
pelos sorrisos que partilho
e os sentimentos que me enchem os dias.
Enfim, grata pela vida!

23 de janeiro de 2007

Na vida...


Há muitas coisas na vida que te conquistam o olhar, mas poucas que te conquistam o coração. São estas últimas que deves perseguir.

funny




16 de janeiro de 2007

Leituras de eleição



Sendo a leitura uma paixão, não consigo deixar de me dedicar a ela. Às vezes de uma forma devoradora (raramente porque o tempo é escasso), outras, aproveitando minutos que entre umas coisas e outras (que são inúmeras) vou conseguindo arranjar.
De Sveva Casati Modignani passei por Desesperadamente Giulia, 6 de Abril'96, A Siciliana, estou a meio de Uma Chuva de Diamantes e, em 1.º lugar de lista de espera está A Cor da Paixão. A seguir virão todos os outros que ainda não li. (Eu sou assim - quando gosto não me canso)
A autora Italiana de best-sellers conquistou-me pela simplicidade de escrita, pelos enredos que nos prendem a atenção e pelas mulheres, protagonistas de belas histórias (amores, desamores, paixões, heranças, crimes...), mulheres enigmáticas, com personalidades extraordinárias... Para quem gosta do género, fica aqui a sugestão - Sveva Casati Modignani. Boas leituras!

12 de janeiro de 2007

Paixão

E o que seria a vida sem paixão?
a arte
as cores
a intensidade
as pessoas
as melodias
as palavras
a inspiração
o desejo

o amor

a partilha
a liberdade
a VIDA?
Tudo estaria rodeado por um vazio desagradável...

Que a cada gesto, cada palavra, cada atitude, cada obra, cada momento, eu possa viver a vida com paixão! Porque me impele a viver mais e melhor!!!


10 de janeiro de 2007

Para a Marilisa com muuuuuuuuito carinho


Anima-te, Lisa (sim, tu, Marilisa!)
Este post hoje é para ti, para te fazer sorrir, para te fazer sentir mais animada e para te dizer o que talvez nunca te tenha dito mas que penso sempre - És muito importante para mim! Quero que saibas que estou aqui (tu sabes onde!) para tudo o que precisares. Ao longo dos últimos tempos (perdi a conta mas tu sabes), tu e o Amaro têm sido uns amigos fantásticos. Obrigada pela vossa presença nas nossas vidas, pela companhia, pelos risos (e gargalhadas), pelas danças, pela alegria, pela partilha, pelas confidências... É bom ter amigos assim por perto!
Ups, não tenho a certeza se estou a conseguir animar-te... palpita-me que não... Bem, quero que saibas que te desejo o melhor do mundo e como sei que estás um pouco em baixo, resolvi ser lamechas e vir aqui deixar estas tretas todas, que sei que podem ter efeitos secundários, mas arrisquei! Primeiro pensei em deixar umas anedotas, talvez o resultado fosse melhor (nota que a minha intenção era animar-te), mas depois, sabes como eu sou, foge tudo para o coração. Bem, é melhor parar antes que te canses e não leias o fim.
Um beijo grande! Não te preocupes com a orquídea! Aliás, não te preocupes com nada e relaxa! Se precisares de mim - GRITA! Adoro-te, minha doce Amiga!!!!

4 de janeiro de 2007

Happy New Year

Desejo um Feliz 2007 a todos os meus amigos, família, a todos os que, de uma forma ou de outra, fazem parte da minha vida, a todos os que visitaram este blog, a todo o mundo!!!
Obrigada a todos os que fizeram brilhar 2006, os que estiveram presentes na minha vida, os que, ausentes, pensaram em mim, aqueles em quem eu pensei, de quem tive saudades...
Obrigada por fazerem dos meus dias aquilo que eles são!!!!
Foi esta a melhor forma que encontrei de vos manifestar com alegria o meu desejo de votos de um feliz 2007. Abram o site:
www.icq.com/img/friendship/static/card_16961_rs.swf

7 de dezembro de 2006

Estados de Alma


Irrompem por entre a chuva
sinais de claridade...
... mas o frio esmorece os sorrisos embora a vontade permaneça.
O conforto de umas páginas para ler,
a presença do pensamento que nestes dias teima em não desistir
e a chuva que continua, determinantemente, a fazer-se ouvir...
A fazer-me lembrar do seu poder sobre mim.
E eu fico com a imagem dos meus dias de chuva
A neblina que me enternece a alma
e não me deixa libertar... E eu preciso, eu quero essa libertação
e, voar mesmo num dia de chuva.
Ainda que o som do piso molhado me invada a alma,
ainda que a vidraça opaca não me deixe esquecer a adversidade,
ainda que um dia de chuva teime em encher-me a alma com tempestades,
eu vou transformar o meu dia num dia de luz e rodeado por nuvens de algodão.



(Hoje é dia de terapia de grupo = jantar com amigas do coração e tudo promete! Obrigada Amigas pelo que são na minha vida e nos meus dias de chuva. Adoro-vos)

19 de novembro de 2006

Feitiço

Foi feitiço o concerto de Andre Sardet ontem em Guimarães. Adorei!
E aqui ficam as qualidades bem visíveis do artista. O que é nacional é bom! Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite me guia de dia e seduz
Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
ter o céu como fundo ir ao fim do mundo e voltar
Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço! O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém como tu
Eu gostava que olhasses para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo um olhar em segredo
Só para eu te abraçar
O primeiro impulso, é sempre mais justo
É mais verdadeiro.
E o primeiro susto, dá voltas e voltas
Na volta redonda de um beijo profundo.


E com tanto romantismo nas palavras e doçura no olhar a música de André Sardet encantou!!

5 de novembro de 2006

Um Azul para Marte

José Saramago é sem dúvida um dos meus escritores favoritos. Por obras como o Memorial do Convento, "A Caverna", "Todos os nomes"... E depois, por textos, aparentemente tão simples como este. Vale a pena ler e reflectir!
"A noite passada fiz uma viagem a Marte. Passei lá dez anos (se a noite dura nos pólos seis meses, não sei por que não hão-de caber dez anos numa noite marciana) e tomei muitas notas a respeito da vida que por lá se faz. Comprometi-me a não divulgar os segredos dos marcianos, mas vou faltar à minha palavra. Sou homem e desejo contribuir, na medida das minhas pequenas forças, para o progresso da humanidade a que me orgulho de pertencer. É muito importante este ponto. E espero, se algum dia me vierem pedir contas dos meus actos, isto é, do perjúrio cometido, que os não sei quantos biliões de homens e mulheres que há na Terra tomem todos a minha defesa.
Em Marte, por exemplo, cada marciano é responsável por todos os marcianos. Não tenho a certeza de ter compreendido bem o que isto quer dizer, mas enquanto lá estive (e foram dez anos, repito), nunca vi um marciano encolher os ombros. (Devo esclarecer que os marcianos não têm ombros, mas o leitor está certamente a perceber a minha ideia). Outra coisa que me agradou em Marte, é que não há guerras. Nunca houve. Não sei como se arranjam nem eles souberam explicar-mo, talvez porque eu não tenha sido capaz de lhes dizer o que é uma guerra, segundo os padrões terrestres. Mesmo quando lhes mostrei dois animais selvagens que lutavam (também os há em Marte), com grandes rugidos e dentadas, continuaram a não perceber. A todas as minhas tentativas de explicação por analogia só respondiam que animais são animais e marcianos são marcianos. Desisti. Foi a única vez que tive dúvidas a respeito da inteligência deles.
Ainda assim, o que mais me desorientou em Marte foi o não saber onde eram os campos e onde eram as cidades. Para um terrestre, digo-vos eu que é uma experiência muito desagradável. Acaba a gente por se habituar, mas leva o seu tempo. Por fim, já não me causava estranheza ver um grande hospital ou um grande museu ou uma grande universidade (os maricanos têm tudo isto, como nós) em lugares para mim inesperados. Ao princípio, quando eu pedia razões, a resposta era para mim sempre a mesma: o hospital, a universidade, o museu estavam ali porque eram ali precisos. Tantas vezes me deram esta resposta, que achei melhor aceitar com naturalidade, por exemplo, a existência de uma escola, com dez professores marcianos, num sítio onde só havia uma criança, também marciana, está claro. Não pude calar, em todo o caso, que me parecia desperdício dez professores para um aluno. Mas nem mesmo então fiquei a ganhar; responderam-me que cada professor ensinava uma matéria diferente, e portanto.
Em Marte gostaram muito de saber que há na Terra sete cores fundamentais de que se podem tirar milhares de tonalidades. Lá só há duas, branco e preto (com todas as gradações intermédias), e eles sempre suspeitaram que haveria mais. Garantiram-me que era a única coisa que lhes faltava para serem completamente felizes. E embora me tivessem feito jurar que não falaria do que por lá vi, desconfio bem que estarão dispostos a trocar todos os segredos de Marte pelo processo de obter um azul.
Quando saí de Marte ninguém veio acompanhar-me à porta. Acho que no fundo não nos dão grande atenção. Vêem-nos de longe o planeta, mas estão muito ocupados com os seus próprios assuntos. Disseram-me que só começarão a pensar em viagens espaciais depois de conhcerem todas as cores. É estranho, não é? Por mim, nesta altura, estou hesitante. Posso levar-lhes um bocado de azul (nesga de céu ou toalha de mar), mas depois? Eles virão certamente por aí abaixo, e eu tenho a impressão de que não vão gostar."

JOSÉ SARAMAGO, Deste Mundo e do Outro - Crónicas

18 de outubro de 2006

Tempo


Na nostalgia deliciosa do meu momento
recordo as cores, os sons e um certo aroma...
Tudo me invade a alma e me completa.
A sombra do que foi alcança o tempo
mas traz a certeza da fugacidade,
traz a urgência de movimento,
de mais cores, novos sons...
A serenidade e a plenitude necessárias à contemplação
urgem, precipitam-se na convicção do valor do tempo.
E vivo para que nada em mim se perca ou falte!
Porque o dia é o meu dia...

13 de outubro de 2006

Um determinado Estado de Espírito Comum



Tenham um fim de semana fantástico!!!!